Beth e as Cores - Degustação de trecho...





         
Beth era branco e preto: tailler, pérolas e saltos altos de legítima camurça preta. Beth era amarelo: o ouro dos cabelos soltos, descendo pelos ombros e cheirando a salão. Beth também era rosa, destoante. O rosa dos lábios, pouco ou nada tendo a ver com o conjunto. Eu os pintaria de vermelho, num tom fosco, delineando bem os contornos, esfumaçando os cantos, produzindo uma bela e carnuda boca rubra.
           “Sim, eu sou a nova moradora. Pode me chamar de Chris.”
Disse tudo em meio a um suspiro. Frases curtas, secas e resignadas. Beth, minha vizinha do trezentos e um, se aboletava em meu sofá branco, brincava com minhas almofadas vermelhas e me encarava com um par de olhos azuis.
            “Você não é brasileira!”
           Ela espasmou um novo sorriso, me medindo de alto a baixo. Era como se eu tivesse vindo do espaço. Considerei a hipótese de Beth estar procurando por minhas antenas e cheguei a brincar com a idéia de lhe dizer: “Sou de marte.” Mas ela estava sendo apenas gentil. Em qualquer lugar do mundo o sotaque estrangeiro instiga a curiosidade.
           “Na verdade eu sou brasileira. Meu pai é francês. E como passei muito tempo na França, acabei ficando com esse sotaque ridículo.”
             “Não é ridículo. É sexy.”.
             Beth novamente sorria, acentuando a palavra “sexy”. Mais uma vez me mediu de alto a baixo. Se da primeira vez me senti um alienígena, desta vez me senti um filé exposto em uma vitrine de carnes.                 Deliberadamente ela passeava os olhos por meu corpo, me mandando claramente a mensagem de que se agradara de mim.
            Súbito, sem mais nem por que, ela me perguntou:
            _ Me mostra seu sutiã?
          _ Desculpe...? _ eu pisquei os olhos, atarantada. Como assim, “mostrar meu sutiã”? Mas Beth não entendeu meu espanto. E permaneceu aboletada no sofá, simplesmente esperando que eu mostrasse a peça para ela.
          Fechei a porta com o pé. Gesto delicado, mas breve. Me aproximei do sofá. Me posicionei diante dela e desabotoei os botões da parte de cima do meu vestido azul. Afastei o tecido e inclinei os seios para frente, para que ela pudesse observar o modelo meia taça, verde azulado.
      Beth cerrou os olhos. Mordeu o canto da boca, visivelmente encantada. Era óbvio que seu encantamento era duplo: tanto o sutiã quanto meus peitos a seduziam.
            _ Nossa! Que coisa linda...!  É Victória’s Secret, não é?
            Curvei os lábios com certa ironia. E respondi, num meio sorriso:
           _ Huhum. É sim. Quer experimentar?
           _ Jura?!
         Abri o sorriso. Tirei o sutiã com cuidado e lhe estendi. Ela pegou a peça com a reverência de um devoto.
          _ Tenho um vestido que vai ficar um escândalo com esse sutiã...!
          _ É seu.
       Ela me voltou os olhos azuis deslumbrados. Antes que emitisse outro “jura”, me assentei sobre os calcanhares, ao seu lado. Inclinei o busto para frente, para que Beth se ocupasse do que realmente queria se ocupar. Mais uma vez ela me sorriu. Mordeu um pouquinho o canto da boca e levou a mão até meu seio esquerdo.
          _ Você tem uma cor...! É linda...!
         Meneei a cabeça, aceitando o elogio.
         _ Meu namorado diz a mesma coisa._ respondi com a voz baixa.
         Ela se aproximou de mim. Envolveu os dois seios com as mãos e abaixou a cabeça, em direção ao seio esquerdo. Suspirei de prazer. Beth mamou com delicadeza e um carinho extremado em cada um dos meus seios. Enredei as mãos em seus cabelos. Relaxei completamente, permitindo que ela me acariciasse.
         _ Hum... Isso é muito bom..._ gemi.
       Beth subiu os lábios dos meus seios para a minha boca. Beijou-me com uma língua macia, fazendo círculos ao redor da minha.
         Depois perguntou, com um sorriso irônico:
        _ Seu namorado é do tipo que quer te ver com outra?


Olá, Leitor! 
Gostou do trecho? Para adquirir o Trabalho Completo clique em:  COMPRAR
        






Comentários