O três - Degustação de trecho...

     _... Anaiz. _ A voz encorpada, firme, murmurou meu nome. Os olhos verdes passearam por minha boca. Os dedos voltaram a acariciar o alto da minha bunda. Dessa vez, achei que iria mesmo ter um infarto!
            Cheguei a fechar os olhos, a curvar levemente os joelhos, a dar um passo para frente (!) na direção dele...! Não sei até hoje, como simplesmente cedi à carícia... Como apenas permiti que ele continuasse, sem nenhuma reprimenda, nada...! Apenas a minha anuência.
            _ Gostoso? _ disse bem baixinho, de modo que apenas eu podia ouvir. Com três dedos, três maravilhosos dedos simplesmente roçando a curva da minha espinha, Fernando estava me deixando lassa, entregue, sem um pingo sequer de raciocínio!
            _ Seu nome é lindo..._voltou a sussurrar. Passei a língua na boca. Consegui processar que ele sabia meu nome! Mas como...? Abri os olhos, abobalhada. Meneei a cabeça. Não precisei verbalizar a pergunta, pois Fernando respondeu:
            _ O carteiro deixa suas cartas por engano. _ Para me desespero, se abaixou, olhando dentro dos meus olhos. _ Henri e eu pegamos... e enfiamos na sua caixa... Minhas pernas amoleceram. Meus seios intumesceram. Fernando chegou ao cúmulo de emitir um gemido de satisfação, pois percebeu o efeito das suas palavras no meu corpo. Ele sabia, e muito bem, o que estava fazendo. Um movimento leve foi suficiente para eu entrar na zona de calor que o corpo dele produzia. Com os olhos fixos nos olhos dele, murmurei:   
            _ Vocês dois... juntos?
            Através de metáfora, falávamos exatamente da mesma coisa. Da possibilidade de eu transar com os dois.
            É claro que a ideia excitava. Mas a minha excitação não era nem um terço da excitação dele! Bastou que eu verbalizasse o sentido oculto da conversa, para Fernando romper de vez a distância que ainda nos separava. Enfiou a outra mão no cós da minha calça e me puxou. Um volume quase agressivo de pica encostou-se no meu ventre. Baixou a cabeça, na direção do meu pescoço e colou a boca no meu ouvido.
            _ Sim. _ respondeu com urgência. _ Sim! Nós dois, sempre!
            Arrepiei da cabeça aos pés. Minhas pernas começaram a tremer. Precisei me segurar nos braços dele, para ainda parlamentar:
            _ A caixa é estreita...
            Fernando redargüiu com urgência, roçando a língua no meu ouvido:
            _ Mas colocamos um de cada vez. Ao mesmo tempo... só se você deixar...
            O latejar da minha vagina ameaçou me retirar de órbita. Minha calcinha ficou arruinada! Fernando me enlouquecia com aqueles sussurros em meu ouvido... os dedos roçando minha espinha... sugerindo um ménage à trois com os homens mais lindos e sexys que eu conhecia...! Golpe de misericórdia, ele mordeu minha orelha e sussurrou:
            _ Seus seios estão duros...
            _ Seu pau também...!
            A boca de Fernando escorregou do meu ouvido para meu rosto... e dali se encontrou com a minha própria boca. Uma língua doce, macia, trabalhou na minha com a delicadeza de um artista. Fernando não apenas “beijava”. Ele me transportava para outra dimensão, outro mundo, me descolando do mundo real. Na instância paralela na qual eu me encontrava, havia apenas nós dois. Imersa nele, excitada, encantada, eu sairia daquela lotérica sem pestanejar e me deitaria com ele. Mas Fernando não era um. Jamais fora. Havia Henri, sempre. Porque, afinal, eles eram dois. 
          
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Comentários

  1. Esse conto erótico é ótimo. Uma Bela história com pitadas de de humor, romance, sexo, desejo, prazer e tudo o que sua imaginação conseguir te levar. Foi intensamente prazeroso ler esse conto. Muito intenso, com toda intensidade de prazer. No ponto.

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