O Três


Degustação...

           
   Imediatamente Fernando abriu a boca sobre a minha, prensando a fruta entre nossas línguas... alimentando-se de mim... e comigo.  Enquanto me beijava, misturando mamão, línguas e saliva, Henri nos observava. Escorado calmamente na mesa, à minha esquerda... degustando outro pedaço de mamão.
   Fernando interrompeu o beijo. Afastou-se de mim quase sem fôlego. E me ofereceu à Henri. Diferente da primeira vez em que nos beijamos, ele não se acercou de uma vez só. Primeiro passeou o dedo por minha boca. Percorreu o caminho do suco que escorria pelo queixo e pelo pescoço. Por fim, lambeu o rastro do mamão de baixo para cima... e me beijou, efetuando a simbiose comigo.
            Enquanto Henri me beijava, Fernando se serviu de um pote de geléia de damasco. Besuntou generosas porções em cada um dos meus seios. Depois abocanhou, sem pena, o seio direito.
            Era a primeira vez que Fernando mamava em mim e fazia isso diferente da forma com que beijava. Se o seu beijo era delicado, sua boca me sugava com intensidade, como a sorver não apenas a geléia de damasco, mas um leite imaginário que talvez eu produzisse.
            Sua mão também corria por todas as extensões palpáveis do meu corpo, se encontrando, ininterruptamente, com a de Henri. Eu me desmanchava sob eles... sendo beijada por um... alimentando o outro... acariciada pelos dois...
            Henri separou a boca da minha. Mas desceu a língua por meu queixo... pescoço... colo... até o seio que Fernando preparara para ele.
            Arquejei. Henri mamava como beijava. Eu já sabia. Mas não sabia o quanto era devastadora a sensação de oferecer os seios aos dois! Enrodilhei meus dedos em seus cabelos e gemi... e gemi...
            _ Hum...! Hum... Hum...
            Era uma tortura. Deliciosa tortura, ser desfrutada daquela forma.
            Mas, Henri subiu a língua até meu pescoço. Pegou um pequeno bule de louça e dançou-o diante dos meus olhos. Com aquele sorriso de parar o trânsito, disse baixinho:
            _ Leite...
            Fernando ergueu o rosto para observar o gesto de Henri e lhe devolveu o sorriso. Deixou meu seio. Com um movimento muito leve, prensou firmemente minhas coxas, uma na outra. Logo depois se sentou à minha direita. Vagarosamente, Henri despejou o leite sobre meu colo. O líquido foi escorrendo até a barriga e dali, compôs uma pequena poça branca no vão formado entre meu púbis e as coxas cerradas. Fernando abaixou a cabeça... e para minha absoluta diversão... começou a lamber o leite...!
            Henri pegou outra louça. Desta vez um pote transparente. Da mesma forma agitou-o levemente diante dos meus olhos e com outro sorriso, me informou:
            _ Granola!
            Enquanto Fernando quase “ronronava” bebendo do leite que se ajuntara entre minhas coxas, Henri encheu a mão de granola e salpicou-a sobre mim. Uma profusão de sementes grudou no meu corpo. Outro tanto, junto com as uvas passa e castanhas de caju, foi se agregar ao leite de Fernando.
            Henri também me lambeu. Lambeu e comeu criteriosamente todo o leite com granola que havia espalhado, até se encontrar com Fernando e dividir com ele o que havia entre minhas pernas...
            Fechei os olhos. Apoiei minhas mãos na mesa. Quando o leite com granola acabou, meus gatos, meus príncipes... escancararam minhas coxas e se lançaram juntos à tarefa gloriosa de lamber minha buceta. A buceta inteira...!
            Impossível saber qual das línguas acariciava minha virilha... explorava o interior dos grandes lábios.... se encontrava com a outra na altura do grelo. Juntas, em beijos e lambidas ascendentes, sempre ascendentes...
            Desnecessário dizer que eu estava completamente atarantada...! Meus pensamentos haviam se evadido do cérebro e qual bandidos em fuga, tomado rumo ignorado. Eu estava oca! Sem presente, passado e com um futuro incerto. Minha única certeza era que aquilo.... era bom demais!
            Por quanto tempo eu ficaria ali, entregue à carícia daquelas línguas destras, mais competentes e instruídas que qualquer cientista com título de PhD?! Bom... por mim, eu ficaria a vida inteira!
            As criaturas do Olimpo, porém, tinham planos outros. Igualmente sensacionais. Mas, na surpresa da carícia interrompida, reagi com um gemido de decepção.
            _ Por quê...?!


O conto O Três faz parte da Coletânea Contos da Calcinha, à venda por R$20,00 







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